ArtigoRio Grande do Norte

Precisamos de Esperança

No último final de semana, compartilhei na Tribuna do Norte um artigo sobre a necessidade de enxergarmos uma esperança para o RN. Um estado tão rico, cheio de nuances e, muitas vezes, desconhecido até por quem é daqui. Compartilho agora com vocês, neste espaço.

Mais uma vez o alto índice de desempregados no Rio Grande do Norte revela um futuro desafiador para o estado. O IBGE apontou a taxa atual de desemprego no Estado em 16,4%, o que no trimestre encerrado em junho representa cerca de 238 mil potiguares buscando uma oportunidade de trabalho. É o segundo pior índice dos últimos nove anos no Rio Grande do Norte.

São números que traduzem o fracasso da política de geração de emprego e renda no nosso Estado, sobretudo para os jovens. E que contrapõe com outro dado amplamente comemorado: a alta arrecadação de impostos em 23% em agosto deste ano.

Nosso Rio Grande do Norte, sobretudo os nossos jovens, precisam enxergar uma ação concreta que devolva autoestima, mas que entregue expectativas reais, sólidas e de quem se preocupa com a construção de oportunidades, atração de investimentos que resgatem a força e o crescimento, rememorando uma época que o Rio Grande do Norte era referência de um bom lugar para se viver.

Temos tudo (ou quase tudo) para desenvolver o Rio Grande do Norte. Aqui é celeiro de gente inteligente, capacitada, bem intencionada. E quando eu falo que temos tudo para nos tornarmos um exemplo para o país em qualidade de vida, falo com a honestidade de quem conhece a história de pessoas aguerridas espalhada por este Rio Grande do Norte. O que precisa ser feito?

Gerenciar esses potenciais. Precisamos de uma política de aproveitamento dos nossos potenciais, nossas belezas naturais, que por sinal vão muito além do nosso litoral. Somos abundantes em novas ideias e projetos do litoral ao sertão. Temos um leque de opções quando o assunto é empreendedorismo, criatividade, expansão de novos negócios.

Temos tudo pra dar certo.

E evidências para isso não faltam. Se comparamos o Rio Grande do Norte com outros recantos do Brasil, até no nosso Nordeste, é possível enxergar mais do que hoje vislumbramos em nosso horizonte. No interior de Alagoas, por exemplo, uma pequena cidade chamada Pão de Açúcar, tem um vilarejo as margens do Rio São Francisco, denominado “Ilha do Ferro”, uma antiga comunidade de Agricultores e Pescadores, que se tornou berço para o artesanato único que com o apoio atrai atenção de turistas de todo canto do mundo. Assim se criou uma rota onde a pousada domiciliar, o restaurante regional, o condutor local, o piloto do barco e até o transporte arcaico da terra, viram atrações e fonte de renda para os nativos. Isso é criatividade, isso é fomentar que as pessoas possam vencer e garantir desenvolvimento da sua região.

Em nosso interior, o que chamo de RN Profundo, encontramos locais com potencial igual ou maior que a “Ilha do Ferro”, mas que precisam ser descobertos por quem gere e representa o nosso povo. Enquanto nossos representantes não abrirem os olhos para as nossas reais potencialidades, continuaremos sendo o local onde folha de pagamento em dia e aumento de arrecadação de impostos, é motivo de comemoração (como se isso não fosse obrigação).

Queremos comemorar sim, mas comemorar números com a geração de emprego, a valorização dos nossos talentos, o desenvolvimento econômico, o social, com expansão das capacidades individuais. Para isso, precisamos que as reais forças se unam, acolham as diferenças e celebrem o bem comum. Só assim, todos unidos, com a força da nossa gente, poderemos
fazer nosso Estado uma inspiração para o Brasil; uma terra de oportunidades e prosperidade. Para que o nosso jovem continue a sonhar. Para nossa gente voltar a ter um Rio “Grande” do Norte, verdadeiramente GRANDE.

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